A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste) reprovou a qualidade nutricional dos cinco shakes usados em dietas e programas de emagrecimento. São eles:
Shake BioSlim
Problemas identificados: carboidratos e proteínas acima do valor ideal e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: todos os produtos da linha Bioslim Shake Diet estão rigorosamente de acordo com a legislação brasileira. No documento divulgado pela Proteste, a instituição afirma que relacionou o produto Bioslim Shake Diet a estudos científicos. Porém, não cita todos os critérios da análise.
Diet Shake
Problemas identificados: carboidratos e proteínas acima do valor ideal e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: não respondeu até a publicação da reportagem.
Diet Way
Problemas identificados: carboidratos e proteínas acima do valor ideal e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: não respondeu até a publicação da reportagem.
Herbalife
Problemas identificados: proteínas acima e gordura abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: a empresa não reconhece a pesquisa por desconhecer a metodologia e os critérios de pesquisa e avaliação do órgão. Todos os produtos foram submetidos ao rigoroso processo de aprovação da ANVISA.
In Natura
Problemas identificados: proteínas acima e gorduras abaixo do valor ideal
Resposta do fabricante: a engenheira de alimentos responsável pela área técnica da empresa diz que todas as normas da ANVISA são seguidas, que o produto é seguro para substituir refeições e que as críticas da Proteste são “avaliações pessoais” da entidade.
Segundo a entidade (ProTeste), a quantidade de nutrientes dos produtos (carboidratos, proteínas e gordura), avaliada em laboratório, não é balanceada. Por isso, diz a Proteste, não seria adequado substituir uma ou mais refeições pelo shake, conforme o sugerido pelos fabricantes, pois sobram ou faltam os pilares da boa alimentação, o que coloca a saúde em risco.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os fabricantes dos shakes questionam a pesquisa da Proteste. Alegam que falta embasamento científico para as declarações, já que a própria associação dos consumidores afirma que os produtos estão dentro das normas sanitárias, em vigor desde 1998.
Em meio ao cabo de guerra entre Proteste, Anvisa e fabricantes de shakes estão os consumidores que, ao avistar as embalagens nas prateleiras de farmácias e supermercados, acreditam encontrar fórmulas eficientes e seguras para perder peso.
O consenso entre a associação que defende os consumidores, a agência que regula as normas sanitárias e os especialistas em nutrição é que os shakes jamais devem virar opções de cardápio sem o aval – e acompanhamento – de algum nutricionista ou médico.
Maria Inês Dolci, presidente da Proteste, já é mais enfática e contraindica o consumo deste tipo de produto em qualquer situação. “Percebemos que não é um produto ideal e recomendável para ser consumido com frequência. Os aspectos nutricionais não são positivos e é sabido que uma dieta desbalanceada acarreta problemas sérios de saúde, como desnutrição e problemas hepáticos”, alega a presidente da associação brasileira de defesa dos direitos dos consumidores.
Fernanda Vaz, professora e nutricionista clínica do Conselho Regional de Nutrição responsável pelas áreas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, informa que a qualidade nutricional dos shakes não é suficiente para substituir refeições e, sim, um lanche da tarde por exemplo. “Sempre digo aos pacientes que os custos dos produtos são muito altos e, nutricionalmente, não compensam a substituição de uma alimentação balanceada”, diz Fernanda. “Reforço que os hábitos saudáveis são melhores do que estes produtos, pensando nos resultados para emagrecer”, completa a especialista.
Fonte: IG
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